Perdi o meu amor, ou melhor deixei-o ir.
Já não dava para continuar com aquele amor que mais se assemelhava a uma vassalagem. Eu a escreva, ele o amo.
Deixei-o ir porque o amor é um passáro de espírito livre, a sua prisão condena-o a morte. deixei-o ir porque assim estamos melhor. Doi muito, e como doi! Mas é assim a vida nunca se pode ter tudo, e as vezes o tudo é também o nada.
Fiz tudo por ele, dei a minha vida, entreguei-me de corpo e alma, mas afinal ele não era aquele... o tal. Se o é, não soube cuidar nem demonstrar que era.
Magou-me muito, ontem chorei, hoje chorei e com certeza amanhã irei chorar. Chorarei até que me doa a alma e que consiga arrancar de mim esse amor, ou pelo menos deixa-lo adormecido em algum lugar do meu coração, num canto esquecido.
Perder um amor doi, mas abrir mão deste mesmo amor doi ainda mais.
Não perdi o meu amor, deixei-o ir...
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