segunda-feira, 10 de novembro de 2008

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Musseques de Luanda

Nunca morei num musseque, mas imagino como é. Consigo ver nos meus sonhos, como aqueles que Ondjaki, Pepetela e Luandino Vieira escrevem nas suas obras.
Um bairro com pessoas humildes, que levam a vida a sobreviver no lugar de viver, que aprendem que o vizinho é o parente mais próximo que temos, que sabem que um sorriso nem sempre é de felicidade.
È assim que eu imagino os musseques de antigamente, em que os miúdos brincavam com bolas de trapos, a combinar com os seus trapos num areal vermelho, que com uma chuvada acaba tudo em lama.
Os nossos musseques do antigamente são iguais as favelas do Brasil, as pessoas são iguais e com os mesmos sonhos, mas sem as drogas e outros males.
Hoje em dia, em Luanda ainda existem musseques, em que as pessoas sobrevivem no lugar de viver, mas é diferente do antigamente. No antigamente, o musseque era um lugar em que se faziam amizades, em que se formavam homens. Hoje o musseque é um lugar onde os amigos são a nossa sombra e os homens formam animais.
Um musseque é um lugar onde o amor, a paz a amizade sincera nunca morrem, passam os tempos, crescem as pessoas, mudam-se as amizades, mas nunca se esquecem os musseques.
Nunca morei num musseque....
...mas nos meus sonhos sei como ele é.

Só Hoje

Só hoje acordei a pensar no mundo. Todos os dias pensamos, preocupamo-nos por coisas banais, quando estamos a destruir o mundo com as nossas atitudes estúpidas.
O mundo de hoje, não é o mesmo de ontem, e com certeza já não será o de amanhã.
Nós precisamos cuidar do mundo, já que outras pessoas não o fizeram por nós, vamos fazer pelos nossos filhos, por nós, e principalmente por ela: pela Terra.
Não custa nada, porque um pequeno gesto nosso, pode fazer uma grande diferença.
Pense nisso... Não doi, não magoa nem custa nada... Apenas o nosso bem-estar.
Obrigada