terça-feira, 28 de agosto de 2007

Manchester

Cá estou eu a dois dias em Manchester, já com vontade de voltar. Não porque não é uma cidade bonita. Manchester é uma cidade lindissima, com muito para se ver, explorar e conhecer, apesar de ser pequena.
Mas porque apesar de só terem passado dois dias, já tenho saudades. Saudades das minhas coisas, a minha casa, a minha cama, a minha almofada, a minha cozinha, o meu forno( aí os meus doces que saudades já tenho!), do meu carro, dos meus livros, até tenho saudades do meu puff de banho!
Saudades das minhas amigas, das nossas idas ao cinema, de ficar a conversa horas á fio, das nossas saídas noturnas, das nossas maluqueiras. Ai que saudades tenho de tudo isso que ficou em Lisboa.
Mas longe de tudo isso, estou aqui mais uma vez, aprender uma cultura diferente da minha, uma língua diferente, hábitos, conhecer pessoas de todas as culturas ( e quando falo todas são todas mesmo!) a reaprender a sobreviver longe de casa: È esta a parte mais difícil de tudo isso. Estar longe de casa, dos meus irmãos, pais, das coisas, dos amigos.
Já me tinha esquecido de como isso era, afinal já passaram seis anos da minha primeira viagem a vida adulta, e confesso que apesar de não ser marinheira de primeira viagem, não é menos fácil nem mais alegre do que a primeira. Porque os medos continuam os mesmos, o frio no estomago, o sentimento de saudades, abandono, frustração e raiva continuam os mesmo. Diferente num único facto: esta fui eu mesma que me propus. Este é o meu desafio. O primeiro foi o desafio dos meus pais, que consegui vencer com muito custo, honra e alegria. Este, o meu desafio, não será diferente. Porque apesar das adversidades todas que aqui tem, como a língua e o tempo ( e que mau tempo!) o caminho é e sempre será terminar cortar a meta.
manchester será a minha casa durante sete semans da minha vida, espero aqui aprender muito, conseguir falar bem a língua inglesa, e escrever mais uma das fases de emigrante da minha vida.

Welcome to Manchester!!!

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Tudo vale a pena!

Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena.

Os contos e ditados populares são geralmente ditos como raízes da sabedoria e da simplicidade de tempos longíquos. Mas o que é a Sabedoria?

A sabedoria, é o acumular de conhecimentos, desta vida e da outra! è o saber transmitir o que se aprende com os outros, com as nossas experiências, é saber ouvir, saber falar, saber convencer, saber ser sábio.

Ser Sábio, é ser simples, é ser um grão-mestre de culturas, de informação, e acima de tudo, é ser um exemplo. Podemos afirmar que Newton, Victor Hugo e Leonard da Vinci, eram sábios. porque cada um a sua maneira, soube transmitir, mostrar, aproveitar tudo o que sabiam e passaram o testemunho a gerações vindouras. Mas ser-se sábio, é muito mais do que isso, é acima de tudo respeitar. respeitar os outros, a ti mesmo, a natureza, a vida humana.
Por isso, quando pensares em sabedoria, já sabes: pensa em mim, pensa em ti, na natureza, nos teus futuros filhos, nos contos que aprendeste ao colo dos teus pais e avós, no Código da Vinci. Com certeza isso não fará de ti um sábio conhecido no mundo, mas sim um sábio da vida.
isso pode muito bem ser a Sabedoria...

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

FIM!

Fim. Sempre que é dita, esta palavra determina o fim e consecutivamente o começo de algo. Porque tudo tem um fim, e para que assim seja, é preciso ter um começo. Quando alguém morre, outro alguém nasce, não como uma forma de substituição porque as pessoas são únicas, por isso insubistituíveis, mas como o fim e o começo de um ciclo. O fim de uma vida que pode ter sido cheia de coisas boas, sabedoria, coisas más, infelicidades, tortura, e o começo de uma vida que só o destino dirá o que lhe reserva.
O fim de algo muita vezes é comemorado, em outras, sofre-se e chora-se. Mas é assim mesmo que o fim é. O FIM, e nada mais que isso.
Não sei como será o meu fim, mas muitas vezes já me perguntei se será daqui a dois meses, dois anos, ou mesmo amanhã. Não sei, mas espero durar para poder fazer tudo o que almejo. Mas não sei, por isso, evito sonhar por anos, mas viver por horas. Nunca se sabe qual é a nossa hora. Gostaria que o meu fim fosse daqui a vários anos, com imensas coisas feitas, imensas histórias contadas, imensa sabedoria passada, e que fosse um fim calmo, a beira do mar. Espero que o meu fim venha quando eu estiver a sonhar, num belo e profundo sono, que me leve para sempre.
Mas não sei, porque a única coisa que sei, é que num ano, num dia e em uma hora qualquer, esta minha bela vida terá um fim. E ai fechar-se-á um ciclo e, com certeza abrir-se-á outro. È assim que se define o Fim. Somente como Fim.

È o fim. Que pena que tenha que existir. mas existe, e para tudo e todos.