sexta-feira, 3 de agosto de 2007

FIM!

Fim. Sempre que é dita, esta palavra determina o fim e consecutivamente o começo de algo. Porque tudo tem um fim, e para que assim seja, é preciso ter um começo. Quando alguém morre, outro alguém nasce, não como uma forma de substituição porque as pessoas são únicas, por isso insubistituíveis, mas como o fim e o começo de um ciclo. O fim de uma vida que pode ter sido cheia de coisas boas, sabedoria, coisas más, infelicidades, tortura, e o começo de uma vida que só o destino dirá o que lhe reserva.
O fim de algo muita vezes é comemorado, em outras, sofre-se e chora-se. Mas é assim mesmo que o fim é. O FIM, e nada mais que isso.
Não sei como será o meu fim, mas muitas vezes já me perguntei se será daqui a dois meses, dois anos, ou mesmo amanhã. Não sei, mas espero durar para poder fazer tudo o que almejo. Mas não sei, por isso, evito sonhar por anos, mas viver por horas. Nunca se sabe qual é a nossa hora. Gostaria que o meu fim fosse daqui a vários anos, com imensas coisas feitas, imensas histórias contadas, imensa sabedoria passada, e que fosse um fim calmo, a beira do mar. Espero que o meu fim venha quando eu estiver a sonhar, num belo e profundo sono, que me leve para sempre.
Mas não sei, porque a única coisa que sei, é que num ano, num dia e em uma hora qualquer, esta minha bela vida terá um fim. E ai fechar-se-á um ciclo e, com certeza abrir-se-á outro. È assim que se define o Fim. Somente como Fim.

È o fim. Que pena que tenha que existir. mas existe, e para tudo e todos.

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